Bolsonaro pode usar em 2026 a mesma estratégia política usada pelo seu principal adversário, Lula, durante as eleições de 2018 

A distribuição de recursos públicos do fundo eleitoral para candidatos indígenas em 2022 envergonha completamente o país – seja à esquerda ou à direita, seja no partido de Lula ou no de Bolsonaro.

É realmente chocante!

Levantamento dos jornalistas Dimitrius Dantas e Felipe Gelani publicada neste fim de semana mostra que os candidatos indígenas que mais receberam fundos eleitorais para suas campanhas são o senador.

Hamilton Mourão, vice-presidente de Bolsonaro, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o ministro da Assistência Social, Wellington Dias.

Ora, evidentemente que nenhum dos três é um candidato indígena de fato.

Joenia Wapichana, que não figura no topo da lista de recebedores, é uma candidata indígena, assim como Célia Xakriabá.

Hamilton, Jerônimo Rodrigues e Wellington Dias, não.

E por que elas são e eles não?

Eles podem ter sangue indígena, mas não são candidatos indígenas. Um candidato indígena representa uma comunidade dos povos originários, caso de Wapichana e Xakriabá. É por representatividade.

O Brasil é esquisito demais.

Já teve partido da mulher presidido por homem, dinheiro para candidaturas femininas usado para mulheres e filhas de políticos conhecidos só para elas serem, ao fundo,

representantes daquele clã.

Mas gastar parte considerável de R$ 33 milhões direcionados a candidaturas indígenas em 2022 com esses três nomes eleva a esquisitice para sem-vergonhice mesmo. Ou… falta de pudor, a velha indecência

da política brasileira.

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